Portanto, grandioso és tu, ó SENHOR Deus; porque não há semelhante a ti, e não há outro Deus senão tu, segundo tudo o que temos ouvido com os nossos ouvidos.
As Escrituras Sagradas têm em sua estrutura primária e fundamental a crença em um Deus pessoal.
Não há qualquer brecha na Bíblia Sagrada para a defesa de um Deus místico, impessoal, como uma energia ativa ou disforme, a não ser que ignoremos a escrita em seu óbvio sentido e nos entreguemos totalmente às conjecturas e deduções humanas, cedendo às pressões ideológicas de crenças e tendências da sociedade moderna.
Infelizmente, as instituições cristãs da atualidade têm cedido aos apelos das teorias relativistas do presente século, cedendo aos apelos midiáticos e à sede de poder, tendo suas doutrinas alteradas para atender à vontade popular, adaptando a Bíblia aos interesses dos homens.
Deus, para muitas igrejas, é uma definição particular. Cada uma decide como quer enxergar Deus. A "ideia" de um Deus pessoal se tornou estranha e até agressiva ou fundamentalista para muitos críticos da fé cristã, em plena harmonia com as Escrituras Sagradas e em pleno acordo com a fé dos profetas e apóstolos de Cristo.
As igrejas cristãs, aos poucos, vão cedendo cada vez mais espaço para essas inúmeras teorias e, por isso, têm se distanciado muito da verdadeira fé de Jesus Cristo, professo Senhor dessa religião.
Negar que Deus é um ser pessoal é alterar toda a Bíblia e mudar a mensagem original em seu estado mais básico. É como retirar um alicerce de um prédio já construído. Pode isso?
Da mesma forma, é ler a Bíblia em seu estado primário chamando Deus (Yahweh), o Pai, de Tu, pronome pessoal usado para uma pessoa, e entender que Tu é mais de uma pessoa, porque as ideologias religiosas fabricaram em seus laboratórios um "deus composto" de três pessoas, sem que haja nenhum verso que ensine isso claramente, como são claras todas as doutrinas fundamentais da Bíblia.
Não é sem razão que a professa igreja de Cristo no tempo do fim, em apostasia, seria chamada de Babilônia (confusão). Sim, não é o "mundão" de ímpios que é chamado de Babilônia, mas uma igreja que um dia foi chamada por Deus para servir a Cristo.
São dezenas de versos bíblicos no Antigo Testamento e outros tantos no Novo, que para a pessoa singular, única, de Yahweh, são empregados pronomes pessoais como "Tu" e "Mim".
O estranho é que os pronomes plurais como "Nós" e "Eles", existentes nas línguas hebraica, aramaica e grega, não aparecem em nenhum verso chave que esteja falando da existência de Deus, Divindade ou hierarquia, exaltando a supremacia ou soberania de um Deus plural, composto por três pessoas, como a maioria do cristianismo que está preso a esse engano.
Como já disseram inúmeros pensadores e poetas de renome, com senso, primorando pela razão e o óbvio sentido das coisas racionais, ignorando as estranhas: "Como pode dizer um é três ou que três é um?". É contra a razão e o bom senso.
Quando o próprio Pai (Yahweh) diz: "Não terás outros deuses diante de MIM" (Ex 20.2-3); quando Jesus diz, falando com a PESSOA do Pai: "A Ti somente por ÚNICO Deus Verdadeiro" (Jo 17.3); quando Paulo diz que para ele e todo cristão da fé verdadeira, "Há um só Deus, o Pai" (1Co 8.6), há alguma dificuldade para entender isso?
A questão exposta aqui é que nesses versos claros, diretos, objetivos e óbvios, não há nenhuma necessidade de dedução, conjecturas humanas ou vãs filosofias, usadas por líderes religiosos completamente dominados pelas forças do mal para enganar os cristãos sinceros.
Quando se cria uma dificuldade de entendimento do óbvio, cria-se também uma dependência dos "pobres de entendimento" dos líderes religiosos capazes de elaborar tais fábulas.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

