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Devocional

Novo Ou Velho?

Por Fábio Amaro

06 de fevereiro de 2025

Novo Ou Velho?

Lembra-te dos dias da antiguidade, considera os anos de muitas gerações; pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão.

Nova Aliança: a palavra "novo" parece ser superior ao "velho", mas isso ocorre apenas em determinados contextos.

O vinho novo, referia-se às boas novas que Jesus trazia com o ensino de que havia chegado o tempo da graça de Deus se manifestar de forma poderosa, trazendo esperança aos corações e ratificando como verdadeiras todas as promessas de Deus, por Sua graça.

Vinho novo só podia ser colocado em vasos novos, uma referência à nova criatura espiritual em Cristo Jesus, diferentemente do vinho velho e vasos de couro velhos, uma figura de linguagem que apontava para os ensinos dos religiosos judeus (vasos velhos) presos às tradições e aos costumes (vinho velho) dos homens, seus líderes religiosos.

A necessidade de que o velho homem fosse morto, para que a nova criatura pudesse nascer, é mais um forte argumento para que a nova igreja composta por judeus e gentios, tivesse um olhar mais afetuoso pelo "novo".

O novo dentro da igreja apostólica significava que Jesus trouxe novas doutrinas e que os apóstolos estavam ensinando doutrinas inéditas? Não! Não há nada de nova doutrina nos livros e cartas escritas após a ressurreição de Jesus.

Jesus ensinou a Escritura Sagrada que existia, aquela que conhecemos como Antigo Testamento, e mandou que a examinássemos, porque nelas estava a vida eterna (Jo 5.39). 

Logo depois da Sua ressurreição, Jesus continuou ensinando as Escrituras, começando pelos livros de Moisés e citando todos os livros dos profetas, mostrando tudo o que a Seu respeito e a sã doutrina ligada a Ele e aos planos de Deus em Cristo estava escrito (Lc 24.27).

Paulo faz o mesmo ao testemunhar: "Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, NÃO DIZENDO NADA MAIS do que o que os PROFETAS e MOISÉS disseram que devia acontecer," (At 26.22).

O fato verdadeiro é que o "velho" reprovável na Bíblia se trata daquilo que há muito tempo vem perseverando no erro e na desobediência, como o "velho homem" pecador que resiste em se tornar uma "nova criatura" em Cristo, por exemplo.

O "velho" ou o "antigo" nas Escrituras Sagradas é o caminho mais seguro a ser seguido, pois tem a ver com os "princípios", com a vontade de Deus mais antiga e, portanto, com autoridade maior. 

São muitas as recomendações de Jesus, apóstolos e dos próprios profetas que viveram antes de Cristo, que busquemos andar no caminho dos nossos pais: "Não removas os antigos limites que teus pais fizeram." (Pv 28.22).

Como também foi dito ao profeta Jeremias: "Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede; perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles dizem: Não andaremos nele." (Jr 6.16).

Isso é tão importante que logo no início da lei escrita, através de Moisés, o SENHOR nos alerta para NUNCA ESQUECERMOS dos "dias da antiguidade", de "perguntar aos antigos: pais e anciãos", como deve ser.

As tendências das novas gerações, as novidades culturais e as novas doutrinas cristãs que surgem aos montes, contrárias à verdade estabelecida há milênios, só serão reprovadas se lembrarmos daquilo que o SENHOR nos ordenou no passado.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.