Sucedeu que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus, que clamara contra o altar em Betel, estendeu Jeroboão a mão desde o altar, dizendo: Prendei-o. Mas a mão que estendera contra ele secou-se, e não a pôde tornar a trazer a si.
A palavra hebraica Betel, traduzida para o português de forma simples significa "casa de Deus".
Casa de Deus é o nome dado comumente aos templos onde os cristãos se reúnem para louvar, adorar e ensinar a Palavra de Deus.
Dentro da "casa de Deus", igrejas, e templos, onde se localiza o púlpito, os cristãos aprenderam a chamar de altar.
Portanto, diante dessa visão vinda dos costumes cristãos tradicionais, olhemos para um texto literal e tipológico, onde o altar e a casa de Deus aparecem nas Escrituras Sagradas.
Tudo aconteceu logo após o povo de Israel se dividir em reinos, do norte e do sul. O reino do sul tinha em Jerusalém a sua sede, sob domínio da tribo dos judeus.
O reino do norte, composto pelas dez tribos restantes, menos a de Levi, que foi espalhada por todo o Israel, se localizava na região da Samaria, onde estava localizada a cidade de Betel, onde o primeiro rei do norte, Jeroboão, construiu um altar para ali oferecer sacrifícios ao seu deus, um bezerro de ouro que havia feito.
Diante da iminente apostasia das dez tribos do norte, o Eterno Deus enviou um profeta de Jerusalém para Betel, com uma mensagem profética de advertência e esperança para aqueles que aguardavam uma reforma.
Esse profeta chegou em Betel na hora em que Jeroboão estava sacrificando sobre o altar que ele erigira, e foi logo emitindo a profecia que lhe fora dada pelo Altíssimo, falando contra aquele altar uma sentença de juízo.
Obviamente, um altar não pode ser julgado, mas somente aqueles que nele oficiam. A profecia dizia que Deus iria suscitar um rei para Israel que reconstruiria a nação e que naquele altar pagão seriam queimados os ossos dos tais idólatras.
O rei Jeroboão não gostou muito. Sentindo-se afrontado pelo tal profeta, deu ordem de prendê-lo imediatamente, mas ao estender o braço para apontar para o homem que deveria ser preso por sua ordem, seu braço ficou duro, como seco e sem vida.
O rei já não podia recolher o seu braço e nem prender aquele profeta de Deus, diante do fato miraculoso e impactante. O profeta oraria e seria restituído o braço de Jeroboão, à condição saudável, como era anteriormente.
Não era a primeira vez que o povo de Israel fazia um bezerro de ouro para o adorar. Tampouco era um evento isolado que o Altíssimo julgaria o líder e o Seu povo por causa da adoração pagã. A adoração é o principal motivo dos juízos de Deus sobre o Seu povo.
O fato é que nem todo "altar" e nem todo "sacerdote" oferecem ou promovem a verdadeira adoração ao Eterno Deus. A adoração é a pedra de toque e o cerne da questão que divide os santos dos profanos e os fiéis dos infiéis.
A idolatria é uma porta larga por onde entram a maioria das abominações que ameaçam o reino de Deus na mente dos servos de Cristo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

