Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
"Se as pessoas são boas só porque temem a punição e esperam a recompensa, então nós somos mesmo uns pobres coitados." Albert Einstein
Esse pensamento do físico mais famoso que conhecemos nos permite refletir sobre a nossa motivação em ser servos de Cristo e experimentar as injúrias que Sua obra proporciona àqueles que se posicionam ao lado da justiça e da verdade.
O que tem motivado os cristãos a perseverarem nos caminhos apontados por suas instituições?
Seria o prêmio, a recompensa ou o galardão de receber uma montanha de ouro e se tornar alguém muito rico, ao ponto de andar sobre ruas alastradas com tijolos de ouro puro?
Servir a Deus com empenho e com desempenho, motivado por uma recompensa inspirada nas recompensas dos homens carnais e pecadores deste mundo, não é o tipo de serviço que o Altíssimo espera do Seu professo povo.
O servo que serve pensando na recompensa e não por amor ao seu senhor, só é digno do seu salário. Para os verdadeiros servos de Cristo, o que menos importa é uma recompensa física.
São pobres coitados aqueles que servem motivados por isso, pois não entenderam nada do evangelho e estão perdendo a oportunidade de desfrutar o verdadeiro tesouro ainda aqui neste mundo.
Quando se entende essa verdade espiritual, fica muito mais fácil compreender a linguagem empregada pelo apóstolo Paulo quando fala de prêmio ou recompensa celeste, concedida por Deus, o Pai, através de Jesus Cristo, o nosso Senhor.
Paulo afirma que continuava perseguindo, perseverantemente, em direção ao único alvo que era a razão do seu viver e a motivação de sua busca prioritária. Ele seguia focado, sem se desviar para a direita ou para a esquerda, reto em direção ao prêmio.
Que prêmio? Seria um tesouro de ouro e pedras preciosas? Seria um nome famoso, para que fosse louvado eternamente no reino de Deus, reconhecido como um grande homem, um grande apóstolo? Seriam bens e uma vida boa, sem estresse ou preocupações?
Nada disso! Tudo isso se torna secundário quando o homem espiritual entende que o conhecimento de Deus e de Cristo é algo que transcende todas as riquezas do universo (Jo 17.3 e Cl 2.2-3). Não existe prêmio maior que esse, e já pode ser desfrutado parcialmente aqui, enquanto estamos neste mundo de trevas.
O apóstolo dos gentios não detalha em suas cartas sobre o prêmio que está reservado aos servos de Deus, conforme o exemplo de Cristo, mas nos dá uma pista preciosa no versículo, Filipenses 3.14.
Ele liga o prêmio ao chamado em Cristo: "ao qual Deus nos chama em Cristo Jesus". Quando somos chamados em Cristo, para viver o que Ele experimentou: aprendizados (Lc 2.52; Hb 5.8-9), ser ungido como Ele foi (Mt 3.16-17), ser exaltado como Ele (At 2.33; 5.31 e Fp 2.9) e sofrer as agruras que Ele sofreu e venceu (1Pd 2.21 e 2Co 11.23-27).
Nenhum prêmio é mais glorioso do que a exaltação que Jesus recebeu do Pai. Nenhum tesouro do universo poderia ser comparado aos valores eternos contidos nessa glorificação.
Quem está ligado a Cristo, espiritualmente, também receberá desse mesmo prêmio, que é algo intangível, ligado à justiça e ao amor.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

