Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.
É o principal princípio da justiça colher o que se planta. Quem planta tomates jamais colherá pimentões nos pés de tomate que plantou.
É justo receber como pagamento os R$ 100,00 (cem reais) que emprestou a alguém. Quem acharia justo receber apenas R$ 50,00 (cinquenta reais)?
Esse princípio de justiça está perfeitamente destacado no livro de Êxodo:
"Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe." (Ex 21.23-25)
Os leitores apressados da Bíblia, ignorando os princípios imutáveis da verdade e por falta de discernimento espiritual, foram convencidos por outros homens sem discernimento de que Jesus anulou esse princípio dado por Deus através dEle mesmo? Deus muda ou volta atrás? (Ml 3.6 e Tg 1.17)
"Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas." (Mt 5.38-41).
Jesus não está mudando uma vírgula da Palavra de Deus (Mt 5.17-18), apenas pedindo para que os Seus servos, que se tornarão novas criaturas, depois de conhecer a verdade e em seguida serem batizados com o espírito santo de Deus, a irem além do que lhes foi pedido como justo, indo além da justiça e concluindo a segunda milha.
Por que Jesus está ensinando essa verdade com grande profundidade espiritual, que para muitos precipitados parece uma contradição ou uma anulação de princípios éticos e morais que são eternos?
Por um simples motivo: Ele estava ensinando algo sobre o amor do Pai àquele povo que não conhecia essa boa nova. Deus, o Pai, e Seu Filho Jesus estavam indo à segunda milha. Eles poderiam simplesmente aplicar a justiça à risca da letra e exterminar a raça humana, cega e insensível para com a verdade e o amor, mas fizeram diferente.
Deus escolheu andar a segunda milha quando deu Seu Filho unigênito (Jo 3.16), para salvar uma raça perdida, quando, pela lógica, deveria matá-la. O Filho poderia escolher viver na Sua posição de glória pela eternidade, mas foi à segunda milha quando escolheu se esvaziar e vir como ser humano para nos salvar.
Tudo porque a raça humana, em dívida com Deus e com Cristo, estava cega e não compreendia, mas, depois de enxergar essa verdade, seria estimulada a ir além da justiça também, para promover os princípios da justiça que ela não conseguia entender.
O apóstolo Paulo, um judeu fariseu que antes era preso à letra morta, irracionalmente, entendeu essa verdade e experimentou na sua própria vida essa graça em forma de compreensão e discernimento espiritual profundo, passando a viver e ensinar que não devemos pagar o mal por mal.
A lei descrita no livro de Êxodo era entendida como algo que deveria ser aplicado apenas entre o povo de Israel, mas Paulo, tendo a mente iluminada, entendeu que esse mandamento espiritual era para aplicar a todas as pessoas.
Nada mais óbvio, lindo e perfeito. A justiça de Deus é perfeita, não apenas porque ELE é um juiz onisciente, mas porque, em Seus julgamentos, ELE usa um poder chamado de dom, o amor para julgar a todos.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

