Perecerá para sempre como o seu esterco; os que o viram dirão: Onde está ele?
Há muitas admoestações para o homem espiritual nas Escrituras Sagradas, concernentes a não imitar os hábitos do ímpio e nem cobiçar a sua vida de aparente felicidade e riqueza.
O tempo inteiro, a Palavra de Deus está afirmando que a vida de aparente felicidade e prosperidade é um engodo, pois logo o tempo bom se vai e em seu lugar é implantado a dificuldade e as angústias de espírito, pela escassez e pelo medo.
No livro de Jó encontramos uma triste e terrível comparação sobre o fim da vida de um homem ímpio. Sua riqueza, beleza, saúde e felicidade passarão como o vento de uma forte tempestade e como o seu próprio esterco (fezes) que virá pó. Assim é o fim do homem mau.
A ter o seu fim comparado com o destino dos estercos dos homens, o ímpio não desaparece como alguém que morre em casa, longevo e rodeado de pessoas que lhe amam, mas como as fezes que, antes de desaparecer totalmente, deixam um odor desagradável e que faz mal à saúde das pessoas.
O ímpio é desagradável não somente na aparência, mas naquilo que se sente ao seu respeito, como ocorre com as fezes, que são desagradáveis de se ver e de sentir. Os sentimentos das pessoas pelos ímpios não são de admiração por suas virtudes, mas por interesse mesquinho.
O texto no livro de Jó (20.7), não trata somente de um fim triste para o ímpio, como um homem cheio de maldades que era rico e experimentou a falência, passando a viver os seus últimos dias de vida com dificuldades financeiras, lutando para comprar a comida do dia seguinte.
É muito pior do que isso, pois se fosse assim, ele teria uma chance de encontrar o caminho da justiça e da vida eterna, a verdadeira riqueza que é superior a todos os tesouros acumulados no planeta Terra.
O ímpio perecerá para sempre, experimentará a morte eterna, deixará de existir para sempre. Ou as fezes de alguém retornam à vida, como retornam as sementes que foram plantadas, em forma de árvores e frutos?
Todos os seus amigos de festas e farras que deram muitas gargalhadas com ele e compartilharam ao seu lado em muitas reuniões onde os prazeres da carne eram desfrutados de forma exacerbada quando lembrarem vagamente dele dirão: "Onde ele está?".
Diferentemente de uma pessoa boa e justa que se torna inesquecível em nossas memórias, o ímpio é vagamente lembrado quando as coisas proibidas ou exageradas for trazidas à tona, em algumas ocasiões isoladas da vida.
O ímpio não deixa legado, apenas lembranças negativas ou exemplos a não serem seguidos pelos seus sucessores. Nenhum sucessor colocará em si um odor de fezes, mas uma boa fragrância de um bom perfume.
O fim do ímpio é deprimente em todos os sentidos, mas por que muitos escolhem o caminho da impiedade, mesmo sabendo o que lhes aguarda no final da jornada?
O homem natural é imediatista, se for um ímpio, o espírito imediatista é ampliado exponencialmente. O que importa para o ímpio é gozar a vida com tudo o que tem naquele momento, sem se preocupar com as consequências do dia seguinte.
O homem espiritual e sábio no espírito de Cristo, pensa o fim desde o começo, sabendo desfrutar dos prazeres da vida sem extrapolar os limites do permitido, preservando a verdade, a justiça, a saúde e a felicidade.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

