Inclina, ó SENHOR, o teu ouvido, e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos, e vê; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais enviou para afrontar o Deus vivo.
Deus, o Pai, é o único Deus da Bíblia, tanto nas páginas do Antigo Testamento (Ex 20.2-3) quanto nos livros do novo Testamento (1Co 8.6).
Esse Deus único revelado por dezenas de passagens bíblicas, claras, diretas e objetivas, não se trata de um "deus composto" por três pessoas, criado pela louca filosofia dos homens na Idade Média, cujas mentes foram obscurecidas pelo inimigo.
Esse Ser pessoal único, chamado de Yahweh ou SENHOR em algumas versões da Bíblia na língua portuguesa, é o Todo-Poderoso, Altíssimo, Eterno, Imortal e invisível aos olhos dos homens pecadores.
No livro dos Salmos, capítulo setenta e um, verso dezenove, diz que esse Ser único é incomparável, no singular. Em lugar nenhum das Escrituras Sagradas encontraremos um verso que exalte, como incomparáveis, três pessoas divinas, como criaram os filósofos da Idade Média.
O texto diz: "Quem se compara a Ti, ó Deus?" Uma pergunta em tom de afirmação, pois Deus, o Pai, é incomparável. O texto não diz: "Quem pode se comparar a Vocês, ó Deus?". A singularidade da pessoa do Pai não é apenas comprovada na mensagem óbvia da gramática, mas em tudo.
O próprio Jesus, o Filho de Deus, Aquele que é chamado de a Palavra de Deus, Sabedoria de Deus, Poder de Deus (Ap 19.13 e 1Co 1.24), o resplendor da glória do Pai (Hb 1.3), em inúmeras passagens dos Seus ensinos, nos revelou que o Pai é incomparável.
Destruindo completamente o ensino mentiroso que descontrói a pessoa de Deus, desfigurando e negando a Sua pessoa e caráter. Ora, se existem três pessoas que formam um único Deus impessoal, coiguais em tudo, numa composição filosófica, como explicar esses versos claríssimos de Cristo, mostrando a completa desigualdade entre Eles?
Sobre o Pai: "E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível." (Mt 19.26). O Pai pode tudo. Tudo é possível para ELE.
Sobre o Filho: "Mas Jesus respondeu, e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma,[...]" (Jo 5.19) e "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. [...]" (Jo 5.30). Se são coiguais, porque um pode tudo de Si mesmo e o outro não pode fazer nada sozinho?
Jesus é claríssimo ao apresentar Seu Pai e Seu Deus como o incomparável:
1. "Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?" (Jo 5.44). Até Jesus recebe glória desse Deus único, conforme contexto.
2. "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (Jo 17.3). Três palavrinha nesse verso revelam uma única pessoa, estando Jesus de fora: "Ti"; "só" e "único". Precisa ser teólogo para entender algo tão claro? Não há filosofia no mundo que desconstrua o sentido óbvio dessa mensagem.
Como Jesus poderia ser um coigual com o INIGUALÁVEL, se Ele mesmo afirmou: "[...] Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu." (Jo 14.28). Onde já se viu duas pessoas coiguais onde um é maior que o outro?
Para Jesus, o Pai é tão inigualável, que:
1. Jesus não é igual ao Pai para falar por Si mesmo, mas é totalmente independente do Pai (Jo 12.49-50; Jo 17.8);
2. Jesus não é igual ao Pai para fazer alguma coisa por Si mesmo, mas depende do Pai (Jo 8.28; Jo 14.10 e At 2.22);
3. Jesus não é igual ao Pai, pois Jesus tem um Deus, o Pai, mas o Pai não tem um Deus, o Filho (Rm 15.6; 2Co 1.3; 2Co 11.31; Ef 1.3; Cl 1.3; 1Pd 1.3; ...)
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

