Moisés, porém, suplicou ao SENHOR seu Deus, e disse: Ó SENHOR, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão?
Existem inúmeros tipos do Cristo nas Escrituras Sagradas do Antigo Testamento.
A tipologia é uma linguagem que usa figuras literais e reais do cotidiano das pessoas, para comparar com algo ou alguém ainda não visto, sempre vinculado a mensagem espiritual vinda da parte de Deus.
A figura do líder e libertador vista na pessoa de Moisés é um tipo perfeito da pessoa de Jesus, o antítipo, que liderou Seus discípulos e um povo contra a servidão do pecado, e guiando-os para a verdadeira liberdade por meio do conhecimento de Deus.
Assim como Moisés foi usado por Deus para libertar o Seu povo da dominação sócio-política dos egípcios e da vida de servidão que viviam, semelhantemente fez com Jesus, só que no âmbito espiritual, quando libertou os homens e mulheres de fé da dominação do mundo de pecados.
Uma outra figura tipológica que podemos facilmente encontrar claramente na pessoa de Moisés, e ainda mais sublime devido ao aspecto do sacrifício espiritual envolvido, é a imagem do homem intercessor diante de Deus. Moisés agiu como um mediador entre o povo e Deus quando a nação de Israel se rebelou contra o Altíssimo, e o juízo era a sentença imediata.
A coragem de Moisés para orar ao Eterno Deus, colocando o seu nome e sua vida em risco, pedindo em prol daquele povo, foi algo que muito agradou tanto a Deus quanto ao Filho de Deus, o maior e mais perfeito entre os "mediadores".
Ninguém em sã consciência assinaria no rodapé de uma folha em branco, se responsabilizando por um povo rebelde que nunca poderia cumprir com sua palavra, com sua parte do acordo na aliança proposta por Deus e aceita por Ele, mas quebrada reiteradamente.
Aos olhos humanos, o que Moisés estava fazendo era uma loucura, uma perda de tempo, um gasto de tempo e de energia para nada, para não se obter nenhum fruto ao final de tudo. Isso era muito lógico para o próprio povo que reconhecia sua debilidade moral, ética e espiritual.
Quando o Altíssimo resolveu testar Moisés informando ao Seu servo, que um juízo em forma de duro castigo deveria ser derramado sobre aquele povo rebelde, que havia feito um bezerro de ouro e o adorava, como faziam no Egito com os deuses pagãos, Moisés não se conteve.
Mesmo indignado com a fraqueza do seu irmão Arão, que havia cedido à pressão do povo, contrariado com todo aquele povo que já tinha testemunhado a mão poderosa do Eterno Deus em ação à seu favor, abrindo o Mar Vermelho e provendo todos os recursos para a sobrevivência, Moisés fez uma escolha espiritual.
Moisés decidiu interceder pelo povo rebelde que não tinha desculpa e nenhuma virtude sequer ,que pudesse ser ressaltada numa conversa com o Altíssimo. Por onde começar? Que argumento usar em prol do povo? Não havia nada de bom no povo e nenhuma promessa poderia fazer ao Eterno em nome do povo.
Foi quanto Moisés apelou para o próprio Nome do SENHOR , para o Seu amor e misericórdia, a única coisa que fazia sentido. A graça de Deus foi a força e o poder para a intercessão de Moisés, o perfeito retrato daquilo que Jesus faria no futuro.
Para Moisés não havia sentido ver o Eterno Deus destruir aquele povo que ELE mesmo havia resgatado do Egito. Não se resgata para destruir, mas para salvar. Libertar e destruir é confessar Seu próprio erro. Moisés pensava assim? Ele estava fazendo uma obra que nem ele mesmo entendia.
O fato belo e verdadeiro é que foi em Jesus Cristo, o Filho de Deus, que o Pai realizou toda a Sua obra por amor ao Seu Filho, quando antes era apenas por amor ao Seu Nome. Hoje, devido a Cristo , não é mais por amor ao Seu único Filho, mas aos Seus filhos no plural.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

