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Devocional

Ouvir Ou Criticar?

Por Fábio Amaro

29 de janeiro de 2025

Ouvir Ou Criticar?

E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

Ninguém neste mundo dividido será unanimidade. Onde há luz e trevas, verdade e mentira, vida e morte, jamais poderá haver consenso na totalidade.

Nem Jesus Cristo, o Filho do Deus Altíssimo, empossado de autoridade e inspiração divina, foi capaz de convencer as pessoas mais inteligentes e cultas da Terra, em Sua época.

Há apenas dois grupos claramente definidos nas Escrituras Sagradas. Não existe uma terceira via na Palavra de Deus, mesmo sendo atacada pelos religiosos eruditos, em estado de apostasia, que por meio de vãs filosofias, tentam criar as teses do meio-termo e do talvez.

Toda a fundamentação bíblica, principiológica, está firmada na dicotomia e não na tricotomia. Havia apenas duas árvores no Éden que indicavam as alternativas e escolhas dos homens, bem como foi apresentado pelo SENHOR a Moisés, dois caminhos: vida e morte. Sem esquecer do Sim, sim; não, não; o que passar disso é de procedência do maligno (Mt 5.37).

No mundo existem dois exércitos, comandados por dois senhores: o exército do santo Deus e as tropas do maligno. Toda a raça humana está dividida entre esses dois grandes grupos de pessoas, não havendo outra alternativa, pois não existe meia-luz ou meia-treva.

Há inúmeros tipos e fatos históricos reais que comprovam esses dois grupos rivais, mas a certeza absoluta dessa verdade é encontrado nos ensinos diretos e claros do Senhor Jesus aos Seus discípulos e aos que se posicionavam como Seus rivais.

Em várias passagens dos evangelhos, vamos verificar as muitas pessoas que ouviam Jesus ensinar sobre o reino de Deus, e todas elas só tinham duas alternativas: aceitar ou rejeitar os Seus ensinamentos.

O que parece um contrassenso é lermos que os religiosos e pseudo entendidos das Escrituras Sagradas se posicionavam contra os ensinos de Jesus sobre a Palavra de Deus, mas os leigos, ignorantes e discriminados por serem publicanos e taxados de pecadores, ouviam a Cristo.

Enquanto os "mais incapacitados" gostavam de ouvir Jesus, aprender e entender a Palavra de Deus, os chamados "homens sábios" se achegavam a Jesus para criticá-Lo, reprovando-O sem apresentar argumentos teológicos plausíveis, conforme a Escritura Sagrada.

Eles criticavam a pessoa de Jesus, o homem exterior, conforme as Suas atitudes para com as pessoas pobres e consideradas inferiores ou desprovidas por causa dos supostos castigos de Deus sobre elas, pois assim ensinavam os doutores da lei que se sentiam abençoados por ter um pouco de recursos a mais do que elas.

Sem nenhuma capacidade de reprovar Jesus pelas Escrituras, encontraram nas ações de misericórdia e amor, demonstradas por Cristo, uma oportunidade para tentar criar uma má imagem de Jesus para a população sob suas influências.

A acusação seria a de que Cristo estava se alimentando com aquelas pessoas que eles julgavam reprováveis, fazendo de Jesus uma pessoa ainda mais reprovável.

Quantos religiosos hoje não mantêm o mesmo espírito dos fariseus, por não serem humildes para analisar o ensinamento de pessoas que expõem a Bíblia como ela é de fato, sem quaisquer influências das tradições e costumes religiosos?

O mesmo espírito de crítica e reprovação ainda persiste no meio das instituições religiosas que estimulam a competitividade entre os grupos, fazendo-os inimigos que professam servir ao mesmo Senhor. Quanta contradição! Sejamos humildes para ouvir e analisar pela Palavra de Deus o que está sendo ensinado. Deixemos que a Palavra de Deus aprove ou reprove.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.