Certa vez, escutei uma estória de uma fonte dos desejos em um vilarejo místico. Diziam que, ao beber de suas águas mágicas, qualquer pedido seria concedido ao andarilho.
Certo dia, três viajantes chegaram à fonte, cada um com um desejo em mente. O primeiro, um mercador ganancioso, pediu uma fortuna incalculável. Logo descobriu que sua fortuna o tornava alvo de inveja e traição, deixando-o sozinho.
O segundo viajante, um guerreiro, pediu força para vencer todas as batalhas. Com sua nova força, o guerreiro ganhou inúmeras batalhas, mas, em sua arrogância, enfrentou um exército sem estratégia e perdeu tudo.
O terceiro viajante era um jovem simples que pediu sabedoria. Logo descobriu que a sabedoria é o único presente que cresce e aumenta cada vez mais à medida que se usa.
Talvez essa lenda tenha ganhado força para continuar sendo contada a fim de encantar crianças ao redor do mundo, inspirada em uma história real e verdadeira, ocorrida com o jovem Salomão.
Quando ainda era uma criança de 12 anos, foi entronizado e coroado rei.
Percebeu sua pequenez, pela falta de experiência e de conhecimentos administrativos, políticos, econômicos e socioculturais, tão necessário a um monarca de uma nação de grande expressão como era Israel em seu tempo.
É nesse contexto que a glória do SENHOR manifesta-se àquela frágil criança, cenário perfeito para a atuação do Altíssimo, pois Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Enquanto dormia, o menino teve um sonho e, nesse cenário, ouviu a voz do SENHOR que o encorajava a pedir o que ele mais desejava, pois seria atendido em sua maior necessidade. O menino Salomão pediu aquilo que a sua alma mais ansiava: sabedoria.
Ele desejava sabedoria para empregá-la em prol do povo que seu pai amava, deixando esse exemplo e estímulo como boa herança espiritual. Salomão não desejava sabedoria para ser reconhecido, famoso e louvado pelos homens.
Se fosse essa a sua intenção, não teria pedido sabedoria, mas inteligência, quociente de inteligência (QI) elevado. Ele pediu algo muito maior para ajudar as pessoas pelas quais ele acabara de se tornar o responsável.
Se, de um lado, vemos a humildade de uma criança em reconhecer sua pequenez, sem qualquer medo de ser ridicularizada do outro, vemos a disponibilização do Altíssimo em forma de bondade e misericórdia com o rei e com o povo.
É como se o Todo-Poderoso dissesse a cada um de nós: "Peça o que você quiser e Eu te darei!"
Salomão é um tipo de Jesus, enquanto filho de um rei que recebe sabedoria ou é reconhecido como a própria sabedoria. Assim como ocorreu com Salomão, onde uma voz insistia para que ele pedisse algo a Deus, Jesus faz o mesmo com Seus discípulos:
"Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra." (Jo 16.24).
O que está faltando em nós, tão necessário para nossa edificação espiritual? Por que não temos o coração de pedir ao Altíssimo? Peçamos!!!
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

