E Moisés disse: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a fazer todos estes feitos, que de meu coração não procedem.
Moisés, um tipo de Cristo, quando entendemos a sua obra para libertar o povo de Israel que se encontrava cativo sob os domínios do Egito.
As palavras ditas por Moisés ao povo de Israel que andava pelos desertos, são idênticas as que foram proferidas por Jesus Cristo aos líderes religiosos dos judeus, o remanescente retirado de Israel para ser povo santo:
Moisés: "Então disse Moisés: Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a fazer todas estas obras; pois não as tenho feito de mim mesmo." (Nm 16.28)
Jesus: "Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras." (Jo 14.10)
Jesus: "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou." (Jo 5.30)
Jesus: "Mas se as faço, embora não me creiais a mim, crede nas obras; para que entendais e saibais que o Pai está em mim e eu no Pai." (Jo 10.38).
Tanto Moisés quanto Jesus foram instrumentos nas mãos de Deus para a revelação da glória do Altíssimo por meios de sinais e prodígios portentosos, mas o professo povo de Deus nas duas situações não conseguiam enxergar a mão de Deus atuando através dos Seus enviados e por isso lhe faltava a fé.
Moisés deixou bem claro que não era ele quem fazia aqueles sinais miraculosos, mas era o poder do Altíssimo que se manifestava através dele. Não era para o povo crer nele e adorá-lo, mas para que o povo temesse ao Deus Eterno.
Do mesmo modo fez Jesus Cristo o tempo todo. A todo momento Jesus estava dizendo que era o Pai quem fazia através dEle todos aqueles milagres e que também colocava toda as palavras em Sua boca. Tudo o que Jesus fazia e dizia vinha do Pai.
O não conhecimento das tipologias que apontavam para Jesus Cristo no Antigo Testamento, nos símbolos ou nas sombras contidas nos rituais e nas cerimônias religiosas do povo hebreu, bem como na vida de muitos personagens bíblicos, conforme as suas experiências, levaram o professo povo de Deus a negar o Seu Enviado.
Como disse o próprio Jesus: "Respondeu-lhes Jesus: Errais, não sabendo as Escrituras, nem o poder de Deus." (Mt 22.29).
Quando não se conhece as Escrituras Sagradas, até o poder de Deus passa despercebido na vida do religioso preso à letra morta e aos costumes e tradições das instituições religiosas que não podem libertar ninguém para a vida.
Moisés foi um perfeito tipo para o Cristo, no que tange a figura do libertador, redentor, guia, mestre, etc. Isso é tão grandioso que, sendo Moisés um homem comum, o Altíssimo fez saber em todo o Israel a seguinte honra dada ao Seu servo:
"Não é assim, porém, com meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Com ele falo face a face, claramente, e não por enigmas; e ele vê a forma do Senhor. Por que não temeram criticar meu servo Moisés?" (Nm 12.7-8)
Essa fala cabe mais a Jesus Cristo do que à Moisés, mas lhe foi dito isso, pois era um tipo do Verdadeiro libertador a ser enviado pelo Altíssimo para salvar o Seu povo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

