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Devocional

Plenos De Deus

Por Fábio Amaro

11 de junho de 2024

Plenos De Deus

Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade.

A pseudo ciência teológica predominante nas grandes corporações religiosas que professam a fé cristã, defendem uma teoria humana que afirma que Deus não pode ser conhecido plenamente através da Sua Palavra e por isso o homem pecador jamais receberá a plenitude de Deus.

Essa tese foi usada como uma estratégia na Idade Média, quando a igreja tomou a Bíblia do povo, chamou o povo de leigo e disse que só o clero poderia interpretar as Escrituras Sagradas, como se os sacerdotes fossem divinos e não humanos e iguais a todos.

Esconder do povo que Deus pode ser pleno na vida de qualquer ser humano, como foi na vida de homens pobres, simples e incautos, como: Jacó, José, Davi, Daniel, Amós, Oséias, João Batista, Pedro, Tiago, João e muitos outros, considerados indignos pela liderança religiosa, foi o plano macabro para manter o homem submisso e subserviente aos líderes religiosos.

Até o dia de hoje, milhões de cristãos ainda vive debaixo desse medo, acreditando que não pode compreender a Bíblia por si só, e que somente o pastor pode compreendê-la. Logo, Deus só pode ser pleno na vida dos líderes religiosos, quando na verdade são mais mundanos e perversos em toda a Bíblia Sagrada. Esconder essas boas novas de verdade do povo é o mesmo que arrancar-lhe toda a esperança do coração, conforme ensinaram os apóstolos.

O apóstolo Paulo dá tanta certeza dessa verdade que usa uma frase com palavras redundantes para enfatizar e engrandecer essa esperança. Ele afirma: "Sejais cheios até a INTEIRA PLENITUDE de Deus".

Paulo, um erudito, bastava escrever: "Inteiros de Deus ou da divindade" ou "Plenos de Deus ou da divindade", mas não, ele usa juntas as palavras: Inteira e plenitude, dois substantivos para que não haja dúvidas que qualquer homem que se tornou uma nova criatura em Cristo pode ser inteiramente pleno da divindade do Deus único.

Ele ainda afirma que essa dádiva é para TODOS OS SANTOS, sem exceção, e no contexto dessa mensagem, deixa clara as condições para isso: (1) Cristo precisa habitar no coração do homem e (2) que esteja arraigado e fundado no amor, para que lhe seja concedida essa verdadeira riqueza da glória. (Ef 3.16-17).

O apóstolo Pedro também ensina essa verdade de forma mais profunda e impactante, quando nos diz que as pessoas convertidas à Cristo podem participar da natureza divina, passando a conhecer os desígnios e os mistérios de Deus, revelados na pessoa do Cristo:

“Pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” (2Pd 1.4).

Homens pecadores, resgatados e justificados, por Cristo, participam da natureza divina e são habitados, corporalmente, de forma plena pelo divino, sem se transformarem deuses ou divinos. São apenas a casa, morada e habitação do espírito do Eterno, por meio de Cristo. (Gl 4.6)

Esse conhecimento é tão profundo que excede a medida cúbica tão conhecida pelos humanos: “Largura” vezes o “comprimento”, vezes a “altura”.

O espírito de Deus quando habita de forma plena no pecador que foi restaurado e justificado, faz o mesmo compreender a “Profundidade”, somando-se a largura, comprimento e altura.

A avançada visão tridimensional dos homens, que já é rica em conhecimento, torna-se insignificante diante dessa visão tetradimensional: Largura, Comprimento, Altura e PROFUNDIDADE, pois somente pelo espírito de Deus é possível penetrar essa profundeza – as profundezas de Deus:

“Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus” (1Co 2.10).

Essas promessas são para todos os que têm fé em Cristo, sem distinção de raça, cor ou status religioso.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.