E a multidão unanimemente prestava atenção ao que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que ele fazia.
"Faça o que eu digo, mas não fa;a o que eu faço", é uma frase completamente inadequada para aqueles que servem a Cristo.
A frase mais adequada para a nova criatura em Cristo Jesus deveria ser: "Pode fazer o que eu estou dizendo, porque eu mesmo faço isso e sou testemunha dessa verdade" (1Co 11.1).
Falar e fazer ou fazer primeiro e depois falar, são atitudes práticas de alguém que imita Cristo no caráter. Esses dois verbos que exigem ação, pelo espírito da iniciativa inerente ao homem liberto por Cristo para exercer o livre-arbítrio restaurado pela fé.
A comunicação das boas novas do evangelho com autoridade, só é possível quando o pregador vive aquilo prega. Para que um servo de Cristo faça a obra com autoridade, é necessário que ele pratique essas duas ações em conjunto e em plena harmonia: Dizer o que fazer e fazer o que disse.
Não adianta fazer apenas uma destas ações, mesmo que seja com perfeição. Assim como o homem é indivisível: Corpo e Espírito (Ec 12.7), separando o espírito do corpo significa morte, assim também é o ensinamento sem o exemplo, a instrução sem o ensino.
A teoria sem a prática é uma obra incompleta, imperfeita. As palavras convencem, mas o exemplo arrasta. A fala precisa do exemplo e o exemplo precisa da fala, ou a verdade vai parecer algo difícil ou impossível de ser entendida e praticada.
A nossa PREGAÇÃO (PREGAR + AÇÂO), deve ser um Dito e Feito harmônico. Foi assim que fez Jesus, nosso Mestre, nos deixando um exemplo a ser imitado: “Assim como eu fiz, façais vós também” (João 13.15).
Jesus , na maioria dos seus ensinamentos, realizava um milagre e ensinava, não necessariamente nessa ordem, pois as vezes ensinava primeiro e depois realizava o milagre, nos ensinando que as palavras devem ser seguidas de ações e vice versa.
O apóstolo Filipe aprendeu direitinho com Cristo, colocando em prática tudo o que aprendeu com o Mestre. Após operar sinais e milagres no poder de Deus, aproveitava a oportunidade para ensinar a Palavra da Verdade. Ele explorava os dois principais sentidos das pessoas: VER e OUVIR, por isso atraiu para Cristo multidões.
Isso não ocorreu apenas com Filipe, mas com todos os apóstolos. O apóstolo João fala em nome de todos ao afirmar: “O que VIMOS e OUVIMOS, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo (1 João 1.3).
Não adianta falar pelos cotovelos, se não há ações para corroborar e ratificar as palavras proferidas. O homem sábio em Cristo não se comporta como o fariseu, que acreditavam que pelo seu muito falar seria ouvido (Mt 6.7).
A ação do espírito de Cristo na pessoa do apóstolo Filipe era tão efetiva que as pessoas entendiam seus ensinos, pois eram ilustrados e confirmados pelos sinais miraculosos que o Senhor fazia por meio dele.
A aplicação do aluno Filipe aos ensinos do Mestre Jesus Cristo foram tão intensos que os seus ensinos alcançaram a compreensão unânime de uma multidão, e o resultado foi uma grande alegria na cidade daquele povo.
O segredo sempre foi e sempre será imitar a Cristo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

