Então o povo respondeu e disse: Longe de nós abandonar o Senhor para servirmos a outros deuses.
Não há nada tão frustrante e decepcionante do que promessas vazias. Essas promessas são sem fundamentos, pois não podem ser cumpridas e ainda cria falsas expectativas no receptor.
A pessoa que escolhe acreditar numa promessa vazia, sem fundamento, faz isso porque não tem outras opções e nem no que acreditar. Sabe que não em fundamentos, mas por falta de opção e a necessidade de acreditar em algo, escolhe esperar sem acreditar plenamente.
As promessas de Deus estão fundamentadas em muitas coisas e de muitas formas. Basta olharmos para a natureza e veremos as digitais dAquele que promete e que pode cumprir.
Se olharmos para dentro de nós mesmos, também veremos o poder Criador do Altíssimo e teremos a certeza de que ELE pode cumprir cada promessa feita na Sua Palavra infalível.
Ao contrário do caráter infalível e imutável de Deus, que promete e cumpre, o professo povo que recebeu a honra de ser chamado de povo de Deus, promete e não cumpre, pois vive de promessas vazias, cujas palavras proferidas, em comprometimento, são logo esquecidas.
O que o professo povo de Deus prometeu, mas não cumpriu?
Depois de quarenta anos de peregrinação pelo deserto, o povo de Israel entrou e habitou em Canaã, conforme o SENHOR havia prometido.
Josué, já idoso, convocou todo o povo para uma preciosa e oportuna exortação, prevenindo o povo contra as suas más escolhas no futuro. Essa exortação era uma tentativa de fazer o povo refletir sobre as suas decisões e comprometimentos.
Quando reuniu as tribos de Israel em Siquém, pela segunda vez, convocou os maiorais do povo: anciãos, juízes e os oficiais – os cabeças (Js 24.1), e começou outra belíssima exortação, fazendo uma retrospectiva sobre o cuidado do Senhor com aquele povo da aliança, desde o chamado de Abraão até aquele presente momento, quando cobrou deles uma decisão em forma de voto – renovação de aliança:
“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15).
O povo, como sempre, poderia usar seu livre-arbítrio para escolher a quem servir e a quem adorar, se ao Deus único – Yahweh, ou aos outros deuses. Diante da memória de Josué o povo de forma unânime disse: “Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses” (Js 24.16).
Como não pareceu muito convincente a Josué, o servo de Deus foi mais contundente: “Se deixardes ao Senhor, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem” (Js 24.20).
Então, o povo unânime respondeu: “Não, antes ao Senhor serviremos” (Js 24.21). A aliança estava renovada por iniciativa do homem para com Deus.
Nem precisou passar muitas gerações para Israel quebrar a aliança e entrar em apostasia. A geração seguinte já começou a se inclinar aos deuses estranhos. Com isso, os anos de descanso das guerras contra as nações vizinhas estavam com seus dias contados. O que o Senhor havia feito por eles foi facilmente esquecido e foram engolidos pelos costumes pagãos.
Hoje, os cristãos estão em condição espiritual melhor ou pior que o povo do passado? São monoteístas ou politeístas? Qual será a sua escolha e promessa?
Façamos como Josué: “[…] eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

