Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
Confessar que Jesus é o Filho de Deus não é apenas um ato verbal, mas uma expressão verdadeira da fé que sai do fundo da alma e uma entrega de vida que resulta em comunhão íntima com Deus e com Cristo.
A primeira carta de João foi escrita para fortalecer os crentes contra falsos mestres e dar segurança da salvação. João deixa claro que a fé verdadeira em Cristo é o fundamento da comunhão com Deus.
Em tempos de pluralismo religioso e relativismo ideológico, esta palavra ecoa forte: quem confessa Jesus como Filho de Deus permanece em Deus, e Deus nele.
Quem confessar uma crença diferente dessa clareza gramatical expressada pelo apóstolo João, não está em comunhão com a verdade, mas completamente equivocado e alienado pelos enganos religiosos do mundo. Dois erros graves cometidos pelo institucionalismo cristão predominante e pelo judaísmo ortodoxo:
1. Jesus Cristo não é o Filho de Deus, mas o próprio Deus Pai;
2. Jesus foi apenas um mestre de grande popularidade.
A pergunta é: o que significa realmente confessar que Jesus é o Filho de Deus?
Confessar a Cristo como sendo o Filho de Deus é reconhecer a Sua verdadeira identidade. A confissão verdadeira começa com o reconhecimento de quem Jesus é de fato.
Jesus, embora seja Filho do homem, um ser humano, foi DECLARADO (Rm 1.4) Filho de Deus; foi CHAMADO (Lc 1.32) de Filho do Altíssimo, pois Deus, o Pai, colocou nEle o Seu santo espírito (Mt 3.16-17).
Ao confessarmos que Jesus é Filho de Deus, reconhecemos DUAS grandes verdades basilares das Escrituras Sagradas: (1) Que há apenas um Deus, o Pai, conforme ensinado pelo próprio Jesus (Jo 17.3), por Moisés (Dt 6.4), por Isaías (Is 44.6; 45.5,6,18,21,22; 46.9), por Paulo (1Co 8.6), e por toda a Bíblia, e (2) Que Jesus é o herdeiro de Deus e recebeu dELE toda a autoridade (Mt 28.18) para apresentar a graça salvadora aos homens.
A confissão é um ato de reconhecimento. Confessar significa declarar abertamente aquilo que se crê no coração (Romanos 10.9-10). Muitos conhecem Jesus como profeta ou mestre, mas poucos O reconhecem como Filho de Deus. Precisamos confessar diante dos homens (Mateus 10.32).
A confissão é fruto do espírito de Deus no homem. Ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor” senão pelo Espírito Santo (1 Coríntios 12.3). É o espírito do Santo quem convence o pecador da verdade sobre Cristo. Se confessamos a Cristo com sinceridade de coração e em plena harmonia com a sã doutrina, é sinal da obra do espírito de Deus em nós.
A confissão deve ser pública e corajosa. Pedro, diante do Sinédrio, afirmou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Confessar envolve coragem diante da oposição. Em uma geração religiosa que não sabe quem é Jesus Cristo, somos chamados a confessá-Lo conforme as Escrituras e não segundo a tradição religiosa.
A Confissão nos une a Deus (1 João 4.15). Quem confessa que Jesus é Filho, experimenta a presença de Deus em sua vida: O texto declara: “(...) Deus está nele (...)”. O crente que confessa essa verdade não caminha só, carrega consigo a presença de Deus. Onde Deus habita, não há espaço para as trevas do engano pelas falsas doutrinas.
A Confissão transforma a vida (1 João 4.15). A verdadeira confissão de quem é Cristo gera frutos de transformação no caráter e no viver diário. Quem está em Cristo é nova criatura (2 Coríntios 5.17). A confissão não apenas nos salva, mas nos transforma. Muitos dizem ser cristãos, mas a verdadeira confissão se vê no viver. Quem confessa Cristo não apenas fala diferente, mas vive diferente.
Confessar que Jesus é o Filho de Deus é a porta de entrada para uma vida de comunhão e transformação. Essa confissão traz a presença de Deus para dentro de nós e nos coloca dentro d’Ele. Ela não é apenas palavras, mas vida, identidade, relacionamentos e missão.
Você já confessou, de coração, que Jesus é o Filho de Deus? Se sim, viva essa realidade com ousadia. Se não, hoje é o dia de abrir a boca e o coração para Cristo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

