Vendo, pois, Simão que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro.
Nenhum tema é mais explorado nos púlpitos e nos altares de todas as instituições que se dizem cristãs, em redor de todo o mundo, do que o dinheiro.
A maioria das pseudos reuniões sagradas dos líderes religiosos tratam diretamente do tema dinheiro. As outras é para tratar de como consegui-lo ou estimulando os membros da organização a ganhar muito mais.
Desde os primórdios quando inventaram o dinheiro e o homem lhe deu um valor acima das coisas éticas e morais, que o homem vem se corrompendo com ele.
Na Palavra de Deus, do primeiro ao último livro, há pessoas se vendendo e sendo subornadas pelo dinheiro.
O profeta Balaão foi tentado por ele; Os irmãos de José o tornaram escravo por ele; Geazi, o discípulo de Elizeu amaldiçoou sua vida por causa dele e Judas Iscariotes, discípulo de Jesus e tratado com honra como homem de confiança, também o traiu por dinheiro.
Os sacerdotes também cresceram o olho pelo dinheiro e se deixaram corromper.
O apóstolo Paulo, cheio do espírito santo de Deus, fez uma sábia recomendação ao jovem e promissor presbítero Timóteo, admoestando-o sobre os perigos que o dinheiro pode representar na causa sagrada do Senhor:
"pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos." (1Tm 6.10)
Embora não tenha sido Paulo, mas o apóstolo Pedro, quem tenha testemunhado uma terrível consequência do confundir o valor do dinheiro com as coisas sagradas do Senhor, quando um certo homem chamado Simão ficou impactado com o poder dado aos apóstolos.
Os apóstolos Pedro e João estavam impondo as mãos sobre as pessoas que se convertiam verdadeiramente e logo eram batizados com o espírito do Senhor. Simão vendo aquilo, não desejou ser batizado e receber a dádiva para humildade no Senhor, mas queria outra coisa.
Ele não queria apenas receber o espírito dado por Cristo, mas ser como os apóstolos. Ele queria ser como os apóstolos e ter o poder de "dar o espírito santo às pessoas". Ele cobiçava a posição e o status que o mundo dava aos apóstolos de Cristo.
A prova cabal de que ele pretendia usar esse dom da graça de Deus de forma cobiçosa, mundana e para o mal, é que ele ofereceu dinheiro para ter esse poder. Estava claro e evidenciado que ele iria cobrar com juros o que investiu para comprar.
Ele, se recebesse tal dádiva sagrada, iria vender por muito dinheiro, pois seu objetivo não era salvar pobres almas sem nenhum centavo, mas arrecadar dinheiro para o seu cofre particular.
Ele não queria ser um servo de Cristo e de Deus, queria que Deus e Cristo o servissem com Seu espírito de santidade. Que ignorância cega regada de insolência de um caráter vil e cheio da peçonha do inimigo das nossas almas, que sempre usou o dinheiro para escravizar pessoas.
Até contra Jesus usou tal estratégia: "Depois, o diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: "Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar". (Mt 4.8-9).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

