Porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te salvar; porquanto destruirei completamente todas as nações entre as quais te espalhei; porém a ti não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e não te terei por inocente.
Um Deus perfeito jamais faria algo faltando ou sobrando. Tudo o que o Altíssimo planejou em Sua Onisciência não tem falha e nem carece do mínimo ajuste.
Todas as coisas que saíram das suas mãos criadoras, por mais distintas e individualizadas que sejam, foram feitas para estarem em perfeita harmonia com o todo. Nada está fora do lugar.
Quando o homem escolheu sair fora dessa harmonia com o todo, com o completo, escolhendo o pecado e a desobediência, com a mente completamente confundida e os sentidos totalmente embotados pelo engano e a dúvida, passou a necessitar de uma reaprendizagem.
Nesse processo de purificação da mente, pelo conhecimento da verdade, onde compreende tudo sobre o bem e o mal, muita coisa tem que ser experimentado na própria pele, para que a assimilação não seja apenas na teoria e a compreensão seja plena.
Uma necessidade, didática, que o Senhor aplicou no processo de reaprendizagem do homem pecador, foi a dor e o sofrimento, por meio de provas leves, médias e intensas, conforme o nível de assimilações das lições espirituais. A prova que traz sofrimento temporário ao filho que está sendo disciplinado, não é para juízo eterno, mas para a vida.
Ao profeta Isaías foi dito que o castigo ou prova permitida pelo Senhor aos Seus filhos, é sob medida, pois o Deus justo não enviaria uma provação superior às forças das pessoas que estão sendo testadas e preparadas para um reino eterno de justiça.
"Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar." (1Co 10.13).
Deus afirma por meio do profeta messiânico, que castigaria o Seu professo povo sob medida, conformem possam suportar, não com o objetivo de fazê-lo sofrer ou simplesmente para que experimente a dor, mas com o objetivo de salvar.
O Senhor da misericórdia e do amor jamais faria alguém sofrer para os ver sofrer, pois isso não é do Seu caráter de amor. O sofrimento só é aplicado, porque se faz necessário na vida do homem pecador. Se não fosse assim, não haveria sofrimento.
O Altíssimo é claríssimo em dizer que estaria com o Seu povo para o salvar, referindo-Se apenas a alguns remanescentes dentre todo o povo, não a totalidade dele, mostrando-nos claramente que medidas de castigo e juízo bem definidas para cada um, conforme suas obras.
Ao espalhar Seu povo entre as nações pelo mundo, para conviver com coisas, ambientes e culturas estranhas, não estava abandonando o Seu povo, mas mostrando na prática que eles viviam na luz e estavam experimentando as trevas, para aprender a valorizar a luz.
Viver nas trevas é experimentar o sofrimento e o medo do escuro, mas o Senhor prometeu estar conosco nos ensinando e nos fazendo entender o que é realmente bom para a vida do homem, ensinando-o a amar o bem.
Nisso entendemos a beleza do amor de Deus, pois mesmo odiando as trevas, desceu conosco para nos guiar de perto, nos livrando e consolando nos momentos mais difíceis das lições e provas que precisamos passar.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

