Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.
"Nada é tão bom como o amor, nem tão verdadeiro como o sofrimento." Alfred de Musset
Não acredito que exista alguém que goste de sofrer. O sofrimento dói, machuca e é contra o sentido da vida original que o Altíssimo idealizou para os seres humanos.
Todavia, não podemos descartar o seu papel educativo na vida do homem pecador, instintivo e indisciplinado, que só assimila as preciosas lições da vida através do sofrimento.
Até parece um contrassenso dizer que o sofrimento se tornou uma necessidade para os seres humanos pecadores. Infelizmente é uma dolorosa verdade.
Não queremos aqui louvar, engrandecer ou agradecer aos sofrimentos experimentados em nossas vidas, mas reconhecer que se não fossem eles, ainda estaríamos insistindo num caminho de ilusão que estava nos conduzindo para a morte.
O sofrimento é um remédio amargo que ninguém gosta de experimentar, mas depois de tomá-lo, percebe-se o quão doce foram os seus ensinamentos. Não há cura tão perfeita quanto o aprendizado, pois é para a vida toda.
Há sofrimentos promovidos pelo mundo que provocam dores para maltratar, mas os sofrimentos permitidos pelo Altíssimo, mantidos sob controle do espírito consolador de Cristo, são para curar o homem no espírito.
As dores causadas pelo sofrimento advindo do trono da graça não são para a destruição, mas para a redenção. O que Paulo chama de "a tristeza segundo Deus", referindo-se aos momentos de tristezas na vida do santo, permitidos por Deus, são para o arrependimento e salvação.
Jesus Cristo, o Filho de Deus, que aprendeu por meio das coisas que sofreu nesse mundo perverso: "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu;" (Hb 5.8), não sofreu sem causa, mas para ser aperfeiçoado: "e, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem," (Hb 5.9).
Esse mesmo Jesus que aprendeu com o Pai, para a partir de então, passar a ensinar a cada um de nós, conforme o Seu aprendizado com o Altíssimo, nos ensina da mesma forma, e por isso Ele diz para Sua igreja do tempo do fim:
"Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te." (Ap 3.19).
Toda a tristeza oriunda dos sofrimentos que o Eterno Deus permite que sobrevenha sobre as nossas vidas é para o nosso bem aqui e na eternidade.
Nada que seja aparentemente ruim, segundo nossa análise prévia das coisas, poderá prejudicar os santos, no sentido de que a sua esperança na vida eterna seja afetada. Nada no mundo pode separar o crente fiel daquilo que Deus tem preparado para ele.
"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Rm 8.28).
O cristão não pode viver com medo de sofrer, ao passar pelos vales escuros das tristezas, pois nunca passará só e sem o encorajamento do espírito de Cristo. Todos haveremos de passar, assim como Jesus, os profetas e os seus discípulos também passaram por lá, para aprender.
A principal sala de aula para os verdadeiros cristãos é a mesma que Jesus frequentou, a do sofrimento e da tristeza. Nessa sala ninguém pode faltar, se deseja ser aprovado ao final.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

