O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.
Um dos temas mais áridos a ser tratado publicamente, tanto nas igrejas quanto nas mídias sociais, para qualquer público, quer seja leigo ou religioso, é sobre o juízo de Deus.
As professas igrejas cristãs em apostasia acostumaram os ouvidos dos seus seguidores com palavras agradáveis sob a melodia do engano e da mentira, formando um exército de crentes modernos e melindrosos que não suportam ouvir a palavra condenação.
Os gentios, por má influências desses professos cristãos, também não suportam a ideia de um Deus que "castiga" com condenação e morte eterna, os ímpios que passaram a vida toda fazendo maldades e rejeitando reiteradamente a verdade graciosa de Deus.
Eles não admitem um Deus "malvado" e "sem coração" que é capaz de mandar descer um fogo consumidor dos céus e consumir o ímpio e a sua impiedade. Para esses alienados com a mentira utópica do pseudo amor incondicional de Deus, não entendem a justiça e não aceitam a justiça.
Como farão esses teólogos coaches que mal acostumaram o povo sem conhecimento de suas igrejas? Vão apagar das Escrituras Sagradas as centenas de versos bíblicos que afirmam que haverá um juízo, uma condenação e que os ímpios perecerão?
Um desses textos é encontrado no livro do profeta Naum (1.3), que afirma claramente que Deus jamais terá o culpado por inocente e vice-versa. Por isso, depois de esperar milhares de anos pelo homem, concedendo pacientemente Sua graça, um dia fará justiça.
Essa justiça, dando enfoque na condenação que recairá sobre os ímpios, é descrita como o dia da ira de Deus, uma linguagem usada para que a compreensão humana entenda como será a intensidade dessa sentença sobre muita gente, como jamais ocorreu na Terra.
O profeta deixa claríssimo que o Deus justo, mas misericordioso e compassivo, é tardio em "irar-se". Ou seja, em aplicar Seu juízo condenatório sobre os homens a quem vive apelando dia e noite para que saiam do pecado e entrem no caminho da vida.
Para descrever as terríveis cenas desse momento, Naum escreve que o Altíssimo é grande em poder, afirmando com isso que as cenas desse juízo serão tão impactantes que, segundo a análise do homem carnal e limitado, parecem mais uma manifestação de alguém irado.
Essa força de expressão ocorre por causa da dificuldade humana em compreender a linguagem celestial - espiritual.
Ora, se o homem fica impactado com uma sentença de morte proferida por um juiz humano, mesmo sabendo do crime hediondo praticado pelo condenado, imagine uma sentença universal em que todos os ímpios de todas as épocas, reunidos e no mesmo lugar, recebem a sua sentença de morte.
O Altíssimo, na Sua grandeza, proferirá uma sentença grandiosa, conforme o Seu juízo justo. Para falar dessa grandeza, o profeta Naum diz que o Todo-Poderoso tem o Seu caminho na tempestade e na tormenta, e as mais altas e densas nuvens são como a poeira dos Seus pés.
A grandeza do juízo e da sentença do SENHOR é proporcional à Sua graça para salvar o homem da morte. A graça está sendo derramada há séculos, mas a sentença será aplicada em minutos ou segundos, numa clara demonstração de um caráter amoroso e compassivo ao conceder uma morte rápida.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

