Voltar para a lista

Devocional

Todos No Mesmo Espírito

Por Fábio Amaro

16 de fevereiro de 2025

Todos No Mesmo Espírito

Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que o que lavra seguirá logo ao que sega, e o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão.

As figuras de linguagem usadas nas páginas das Escrituras Sagradas foram escritas para o entendimento do homem simples.

Isso é tão óbvio que o SENHOR, para falar coisas espirituais, Se utiliza de figuras do cotidiano do Seu professo povo. 

Plantar, colher, cuidar de animais, comer, beber e tantas outras comparações singelas foram feitas para que não houvesse dificuldades na comunicação e o homem espiritual se detivesse em profunda meditação nessas coisas, para que sua compreensão fosse cada vez mais profunda.

No livro de Amós, no capítulo nove, encontramos uma palavra de juízo contra a casa de Jacó (9.8) e a casa de Israel (9.9), numa clara referência aos filhos carnais (consanguíneos) e aos filhos espirituais, respectivamente.

A mensagem de Deus, através desse corajoso profeta, era dar ciência à nação que levava o nome do Altíssimo de forma desleixada, abandonando o zelo e a santidade para com a reputação do Todo-Poderoso. Devido a isso, povos gentios seriam chamados a compor o povo do Eterno e muitos dos naturais, filhos de Jacó, seriam destruídos (9.8).

Já os filhos de Israel, os espirituais, seriam sacudidos como o grão no crivo e peneirados como quem separa a palha do trigo, para que apenas um remanescente fiel à verdade continuasse levando o santo nome do Altíssimo.

A mensagem de juízo era para o futuro: "Eis que vêm dias", mas as consequências dos erros do povo eram imediatas. 

O SENHOR afirma que os que lavram a terra alcançariam os que estavam colhendo o fruto. Ou seja, quem começou a obra (lavrar a terra) receberia os mesmos "méritos" de justiça de quem estava concluindo a obra (realizaria a colheita).

Muitos do povo hebreu/judeu, que receberam a missão de levar o nome do Altíssimo ao mundo, se achavam justos por serem chamados de povo de Yahweh, mas não estavam guardando os Seus mandamentos, pois estavam no começo da obra.

Os gentios viriam no fim da obra e não seriam inferiores ao povo naturalmente judeu ou hebreu, mas em fé seriam iguais, pois não se tratava de carne ou sangue, mas de espírito.

Essa explicação óbvia está no mesmo verso que diz: "o que pisa as uvas ao que lança a semente". Ou seja, quem pisa as uvas, está depois da colheita e quem lança a semente, está no início do plantio. Quem está no fim também será considerado igual ao que estava no início.

Essa mensagem preciosa está perfeitamente alinhada e em plena harmonia com o princípio da verdade que diz que Deus não faz acepção de pessoas, que judeu não é melhor que gentio e que gentio não é melhor que judeu.

É exatamente isso que Paulo ensina: "Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus." (Gl 3.26-28).

A Nova Aliança já estava sendo anunciada nos dias da Antiga Aliança.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.