Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso?
Nabucodonosor, conhecido como o favorito de Nebo, uma "divindade" pagã do povo caldeu, foi o mais poderoso dos monarcas da Babilônia, chegou a se achar um deus superior a todos os outros deuses (Dn 3.15).
A maior autoridade em Jerusalém nos dias de Cristo era Pilatos, governador romano na região. Pilatos, no alto da sua prepotência, acreditava ter autoridade para soltar ou para crucificar a Jesus, o Cristo, o Filho de Deus (João 19.10).
Esses dois personagens bíblicos representam uma pequeníssima minoria dos seres humanos que investidos de autoridade pelo povo e com a permissão de Deus, que tudo governa, se sentiram super poderosos e superiores aos homens em algum momento de suas vidas, quando cegados pelo orgulho e pela presunção se esqueceram que eram mortais e limitados, como todos.
Todavia, quando o assunto é vanglória e soberba, os mesmos personagens citados se assemelham a todos os homens, de todas as épocas, pois essa maldade passou a residir na mente humana desde o engano do Éden: "Tu serás como Deus..." (Gn 3.5).
Tudo isso é inerente ao homem natural e pecador, tais sentimentos inclinados à prepotência.
Isso é tão grave que muitos, sem qualquer tipo de poder, sonham em subjugar os seus semelhantes. A arrogância e o autoritarismo tem sido a pedra de toque das buscas do homem cobiçoso, como se isso fosse algo virtuoso do indivíduo vencedor, quando na verdade é uma grande fraqueza.
O próprio Satanás, ainda nos céus, cobiçou a posição inigualável de Deus, tentando usurpar o Seu trono ao desejar possuir a autoridade e poder do Altíssimo, querendo ser semelhante a ELE (Is 14.14).
Ele conseguiu transmitir à mente de Eva, esse mesmo desejo pecaminoso e malignidade, que os fizeram cair, tanto ele quanto Eva. Desde então, o homem descendente de Adão, tem esses mesmos desejos. O homem quer ser elogiado, aplaudido, reconhecido, exaltado, bajulado e adorado. Isso é da sua natureza pecaminosa.
É da natureza do homem pecador querer ser comparado ao Deus único e Verdadeiro.
Para fazer o homem refletir nessa impossibilidade, a Palavra inspirada no livro de Jó nos questiona: “Você pode descobrir as coisas profundas de Deus ou sondar e desvendar os pensamentos do Todo-Poderoso?”
Se houvesse esse ser Onisciente, igual ao Altíssimo, então mereceria ser louvado e adorado como um Deus, mas isso não é possível, pois as Santas Escrituras deixa claro em dezenas de passagens bíblicas que só existe um assim e que não há outro igual a Yahweh, o Todo-Poderoso, a quem Jesus chamou de meu Pai.
Só o Eterno pode sondar os corações dos homens e antes mesmo que os seus pensamentos venham à mente, ELE já os sabe previamente (Sl 139.1-6 e Is 55.8,9).
Quanto aos homens, não conseguem nem imaginar o que se passa na cabeça dos seus semelhantes. Mesmo assim, o homem se acha capaz, e fazendo isso, se afasta de Deus e se aproxima da queda, da perdição e da morte.
Os homens, pecadores e mortais, jamais alcançarão a compreensão plena do que se passa na mente de Deus (entender como ELE entende em plenitude). O homem pode conhecer plenamente e claramente a doutrina de Deus: Quem ELE é; o que Lhe agrada; Suas leis e vontades; Seus planos e tudo o que foi revelado na Bíblia, mas Sua mente não.
Precisamos imitar o exemplo da segunda pessoa na hierarquia universal, Jesus Cristo, que sendo o príncipe herdeiro do Pai, assumiu com humildade a forma de servo (Fl 2.5-7), para depender e aprender tudo com o Pai (João 12.49-50; 14.10; Hb 5.8-9).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

