E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas seguras, e em lugares quietos de descanso.
A maioria das promessas bíblicas são para o reino de Deus, na eternidade, principalmente quando elas vêm carregadas de linguagem simbólica, poética, alegórica ou em parábolas.
Não estamos afirmando com isso que não há promessas para essa vida passageira, ou que as promessas para os servos de Deus nesse mundo de pecados não sejam importantes, mas mostrando que as promessas para a eternidade são infinitamente superiores.
Através da boca e pela pena do profeta Isaías, o Senhor nos deu uma das mais lindas e significantes promessas, para nós humanos que conhecemos a realidade desse mundo, que é de violência e de completa insegurança.
O Altíssimo garante que o Seu povo viverá em lugares pacíficos. Se aplicarmos essa profecia para o antigo povo de Israel, principalmente para a época do profeta Isaías, a profecia teria falhado, pois aquele povo nunca viveu em paz, a não ser por poucos anos.
Haja visto que pouco tempo depois de Isaías proferir essa promessa, o rei Nabucodonosor da Babilônia veio contra Jerusalém e levou o povo cativo, vivendo de servidão depois de enfrentar uma terrível guerra onde a violência era a expressão de vitória.
Logo, a promessa não era o povo de Israel antes de Cristo, nem depois de Cristo, pois até hoje esse lugar pacífico nunca existiu para o povo de Deus, pelo contrário, em todas as eras desde Jesus, o povo da verdade sempre foi perseguido e oprimido.
A violência e a barbárie que fez dos muitos santos mártires é uma realidade ainda vívida nas páginas da história.
Nunca haverá lugar de paz nesse mundo enquanto o pecado existir. É impossível viver em paz enquanto o inimigo ainda vive e ama ameaçar e guerrear contra a verdade e a justiça de Deus. Paz plena e verdadeira, somente na eternidade.
Também nunca houve moradias seguras. Antigamente, até mesmo as casas construídas dentro de cidades fortificadas como Jerusalém, não era garantia de morar seguro. Muitas foram as vezes que ela foi invadida, saqueada e queimada, tendo os seus moradores mortos ou escravizados.
Nenhuma segurança terrena para essa vida temporária, teve o professo povo de Deus do passado ou do presente. Nenhum santo nunca esteve em plena segurança nesse mundo, promovida por cidades, casas, armas ou exércitos.
A proteção e a paz que nunca faltaram para os santos, nunca esteve em lugares, estruturas ou objetos, mas no Senhor Deus. Os servos do Senhor que foram mortos, depois de viverem em risco e em sofrimentos, receberam a garantia da vida eterna onde a paz e a segurança é uma realidade.
Lugares tranquilos e de descanso também não é aqui. O homem pode experimentar curtos lapsos de tranquilidade e pouquíssimos momentos de descanso. Os servos de Deus não estão nesse mundo de pecados, em guerra, para descansar, mas para batalhar. Ninguém descansa num campo de batalha.
Enquanto estamos aqui, aguardando a verdadeira paz, os perfeitos lugares de descanso e em plena segurança, desfrutaremos da paz interior que o Santo espírito de Cristo promove no coração do homem de fé. Essa é a tranquilidade e segurança que o santo sentirá no espírito.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

