Se voltares, ó Israel, diz o SENHOR, volta para mim; e se apartares as tuas abominações de diante de mim, então não andarás mais vagueando.
A história de vida do profeta Oséias, após o seu chamado, serve como uma perfeita parábola sobre a relação entre Deus e o Seu povo.
Oséias na função de marido digno, misericordioso, justo e fiel, de um lado, representando o Senhor que resgata e restaura, e do outro lado a sua esposa indigna, de má reputação, retirada da vida de prostituição para receber um nome e uma vida digna.
A esposa que provou dos prazeres enganosos do mundo não se acostumou com a vida de pureza e voltou para antiga vida de prostituição, abandonando o bom marido e os seus filhos.
O Eterno Deus resolveu retirar essa história dos escritos e trazer para vida real, usando exatamente Oséias, para sentir na própria pele o desprezo que o Seu professo povo lhe deu como pagamento, por todos os benefícios e honras que lhe havia concedido.
A história escrita aconteceu algumas vezes, antes do chamado do profeta Oséias. Um desses registros encontramos no livro do profeta Jeremias, quando o Altíssimo chama o Seu povo para retornar aos Seus cuidados, como um esposo misericordioso dá uma segunda e terceira chance para que retorne, ao invés de escolher um duro e severo juízo contra ele, como de direito.
O Eterno Deus, o Todo-Poderoso e Santíssimo SENHOR, que está cima das alturas mais elevadas, não Se envergonha de "implorar" pelo retorno de Seu povo, como um homem traído que se humilha e pede pelo retorno de sua infiel, mas amada esposa.
Como o Altíssimo desceu tão baixo e Se submeteu a tamanha humilhação por um povo de má reputação, como a pior das prostitutas? Como o Glorioso SENHOR Se presta a um papel desses, de vexame total, que nem os homens vis tem tal coragem?
O nome disso é amor!!! Um amor incompreensível pelo ser humano pecador, vendido à maldade. Para salvar a raça humana o Altíssimo fez de tudo o que estava ao Seu alcance e empregou toda a Sua força, dando o Seu maior tesouro para essa causa - Seu único Filho.
Todavia, o Deus de amor não chama Sua esposa prostituta de volta, sem impor as justas condições para que ela viva uma vida de boa fama, respeito e de exemplo de justiça. Deus ama, mas não Se torna escravo de uma relação tóxica e de impiedade.
A condição imposta é que ela (Seu povo) se livre das abominações que praticava até então. Sua vida anterior, de lascividade, deve ser completamente sepultada, para que um novo estilo de vida seja visto na nova criatura, num caráter semelhante ao do Seu esposo.
Que pare de vaguear pelo mundo, se oferecendo a um e a outro deus, oferecendo seus sacrifícios às divindades pagãs, adorando a deuses cegos que não enxergam as suas necessidades, surdos que não ouvem seus lamentos e não falam, para responder seus questionamentos.
Essas exigências não vêm de um marido possessivo e dominador, mas de um Deus amoroso e sábio, que pensa no bem do Seu povo, sabendo que essa é a única forma de experimentar uma vida plena e abundantemente.
Não há saúde e verdadeira liberdade numa vida de transgressão, onde somente o prazer temporário e passageiro é o que importa. O que mais sobra numa vida dessas é o sofrimento.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

