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Devocional

Voz Da Vida

Por Fábio Amaro

08 de dezembro de 2025

Voz Da Vida

Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

Desde o Éden, a morte domina o imaginário humano como o ponto final inevitável. Cemitérios são silenciosos, sepulcros são frios, túmulos são definitivos aos olhos humanos. Mas Jesus, o Filho de Deus, ousa dizer algo que nenhum filósofo, rei ou profeta jamais disse: virá um dia em que todos os mortos ouvirão a Sua voz.

A ciência não tem resposta para isso. A filosofia não compreende isso. As religiões não sustentam isso. Mas Jesus afirma com a autoridade que recebeu do Pai (Mt 28.18): os mortos ouvirão.

Aqui está a verdade que muda tudo: A voz que criou o universo é a mesma que ensina o Seu Filho a imitá-Lo e exercer a autoridade que Lhe foi conferida (João 5.19-20). O Filho, no poder do Pai, chamará os mortos à vida, e eles se levantarão do pó da terra.

E diante disso, não há neutralidade: cada sepulcro ouvirá, cada túmulo responderá, cada pessoa ressuscitará, ou para vida ou para o juízo.

A palavra de Cristo possui poder e autoridade sobre a morte. Ele recebeu autoridade do Pai para promover uma ressurreição inevitável que exige preparação espiritual urgente.

A ressurreição futura é uma certeza absoluta porque foi declarada pelo próprio Cristo, que recebeu do Pai o poder de ter a vida em Si mesmo (João 5.26), cuja autoridade é incontestável.

A ressurreição é uma certeza, não somente porque Jesus a declarou, mas principalmente porque Ele mesmo a experimentou. Ele disse: "Não vos maravilheis disto (…)”. Jesus afirma que essa promessa não deve causar espanto em Seus discípulos.

Para quem conhece a autoridade que o Filho recebeu, ressuscitar mortos não é surpreendente. Cristo não fala como um especulador; fala na autoridade de Filho herdeiro. Se acreditamos nas promessas de Jesus para a eternidade, por que não confiar nEle para o presente?

A fala de Cristo é com certeza e autoridade, anunciando que a ressurreição é inevitável. Ele disse: “(…) vem a hora (…)”. Ele não disse: “Talvez chegue uma hora”. A hora dessa ressurreição já está marcada no calendário onisciente de Deus. Em Atos 17.31 diz que Deus estabeleceu um dia. 

A ressurreição alcançará a todos, sem exceção. O texto diz: “(…) todos os que estão nos sepulcros (…)”. Não importa a forma da morte, o local do corpo, o tempo passado ou o estado de decomposição. Cristo chama o morto e ele responde. Daniel 12.2 confirma: “muitos dos que dormem (…) ressuscitarão”. Se até os mortos responderão à voz de Jesus, por que você hesita em obedecer agora?

Assim como as ondas de um radar penetram nuvens, montanhas e tempestades, nada pode impedi-lo de ressuscitar. Assim será a ordem de Cristo: ela atravessará sepulturas, oceanos, cinzas ou séculos, e todos ressuscitarão.

A ressurreição acontecerá porque a voz de Cristo está revestida de poder recriador, restaurador e irresistível. Se a voz de Cristo pode despertar os mortos, pode então restaurar áreas mortas da sua vida. A voz que criou o mundo recriará corpos na ressurreição.

Todos ouvirão “a sua voz”. Ele não dará um comando impessoal. Cada morto ouvirá sua própria chamada. Cristo conhece você pelo nome. A ressurreição será pessoal. Sua eternidade também será. A ressurreição será coletiva, mas o chamado será pessoal.

A morte é poderosa contra o homem pecador, mas não soberana. Ela é criatura, não criadora. Ela tem que obedecer à voz de Cristo, pois o Pai colocou todas as coisas submissas aos pés do Seu Filho (1Co 15.27-28). Se a morte não resiste a Cristo, quem poderá resistir?

A morte não recebeu de Deus a última palavra, mas Cristo sim. O túmulo não determinará seu destino, mas Cristo determinará. A ressurreição não será evitada, será experimentada e enfrentada. A pergunta não é “Se eu ressuscitarei?”, mas: “Para onde ressuscitarei?”

Ouçamos a voz de Cristo hoje, enquanto a voz é graça. Para que, quando ela ecoar na eternidade, seja para glória e não para condenação.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.